O Estado do Rio de Janeiro tem 19 unidades federais de saúde, fundamentais para o atendimento de média e alta complexidade no estado e no país. Em 2023, ao fiscalizar boa parte dessas unidades, o deputado federal e médico Daniel Soranz encontrou um quadro grave: 1.045 leitos fechados por má gestão, falta de estrutura e ausência de recursos humanos. A partir desse diagnóstico, o mandato passou a trabalhar para reverter o cenário e devolver atendimento de qualidade à população.

A virada veio com uma combinação de fiscalização, articulação federal e gestão local. Após visitas técnicas e diálogo com o Ministério da Saúde, os hospitais federais do Andaraí e Cardoso Fontes passaram para a administração da Prefeitura do Rio. Desde então, centenas de leitos foram reabertos, setores foram reinaugurados e diversos serviços voltaram a funcionar. Em paralelo, os hospitais federais da Lagoa, de Ipanema e dos Servidores receberam melhorias, e a emergência do Hospital Federal de Bonsucesso foi reaberta em 6 de fevereiro de 2025, depois de anos fechada.

Os números do Hospital do Andaraí ilustram o tamanho da recuperação. A oferta de procedimentos pelo Sisreg saltou de 1.498, em 2024, para 49.634 em 2025, um aumento de 3.213%. A unidade passou a registrar mais de 390 mil exames, mais de 4 mil cirurgias, mais de 91 mil consultas e mais de 270 leitos em funcionamento. A reconstrução incluiu obras estruturantes: novo Centro de Emergência Regional, reforma completa do ambulatório, ampliação do Centro de Tratamento de Queimados, novo setor de ortopedia, enfermarias reformadas, inauguração do serviço de radioterapia, nova cozinha e Centro de Traumatologia.

O Hospital Cardoso Fontes seguiu a mesma trajetória. A oferta de procedimentos pelo Sisreg cresceu de 545, em 2024, para 19.736 em 2025, um avanço de 3.521%. A unidade passou a contabilizar mais de 110 mil consultas e atendimentos, mais de 3 mil cirurgias e mais de 390 mil exames. Em 4 de dezembro de 2025, foi inaugurado o Centro de Estudos do hospital, um marco para o ensino e a qualificação das equipes.

Para Soranz, a história da rede federal do Rio é também a história de um compromisso assumido e cumprido. “A situação dos hospitais federais era muito grave. Eram mais de mil leitos desativados que poderiam estar atendendo à população”, relembra o deputado. “Em um ano de gestão compartilhada, recuperamos a rede federal e reabrimos as emergências do Andaraí, do Cardoso Fontes e de Bonsucesso.”

O trabalho, segundo o parlamentar, mostra como fiscalização e investimento andam juntos. A fiscalização expôs os leitos fechados; a articulação por recursos os colocou de volta à operação; e o bom relacionamento político possibilitou o trabalho da nova gestão. O resultado é medido em atendimento: cada leito reaberto e cada serviço reinaugurado representa pacientes do Rio e de todo o estado que voltaram a ser atendidos em unidades que estavam paradas. A meta declarada é seguir ampliando a capacidade dessas unidades nos próximos anos.