O Sistema Único de Saúde é uma das maiores políticas públicas do mundo e garante acesso à saúde a mais de 190 milhões de brasileiros. Defender e fortalecer esse sistema é o eixo que organiza toda a atuação do deputado federal e médico Daniel Soranz na Câmara dos Deputados. Médico de família, epidemiologista e ex-secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Soranz traduz a experiência de quem geriu a saúde pública na ponta em um conjunto claro de prioridades legislativas.

A primeira bandeira é fortalecer o próprio SUS. Para Soranz, é preciso continuar batalhando por mais recursos e por mais eficiência, de modo a qualificar o atendimento prestado à população em todo o país. A defesa do sistema público, na sua leitura, não é abstrata: ela aparece no leito que reabre, na consulta que sai do papel e no remédio que chega ao paciente no tempo certo.

A segunda bandeira é o orçamento. O Brasil destina cerca de 4% do orçamento ao SUS, um dos menores percentuais de investimento em saúde pública entre os países comparáveis. “Para oferecer uma saúde de qualidade aos brasileiros, precisamos aumentar esse orçamento”, resume o deputado. A disputa por recursos, no Congresso, é tratada por ele como condição para qualquer avanço estrutural na saúde.

A terceira frente é a fiscalização. Mais do que aprovar normas, Soranz defende acompanhar de perto como o dinheiro público é aplicado. As unidades de saúde sofrem com falta de recursos e com problemas de gestão que reduzem o atendimento, e parte do trabalho do mandato tem sido justamente identificar essas falhas e cobrar correção. Garantir investimento e fiscalizar a aplicação desse investimento, para ele, são tarefas inseparáveis.

A quarta bandeira olha para fora do hospital: os determinantes sociais da saúde. Soranz defende priorizar os fatores que afetam a saúde no dia a dia das pessoas, como as condições em que elas nascem, vivem, trabalham e envelhecem. É nesse terreno, argumenta, que se ganha ou se perde expectativa de vida, muito antes de o cidadão chegar a uma emergência.

“Políticas públicas bem estruturadas, eficiência na gestão dos recursos, fiscalização rigorosa e ampliação do acesso fazem toda a diferença na vida das pessoas. Muito já foi feito, mas é preciso avançar cada vez mais”, afirma Daniel Soranz.

Essas quatro bandeiras, mais orçamento, mais eficiência, mais fiscalização e atenção aos determinantes sociais, funcionam como uma bússola. Elas explicam por que o mandato priorizou a recuperação da rede federal de saúde do Rio, a criação de um sistema mais ágil de compras públicas, o combate ao desperdício de medicamentos e a expansão da atenção primária na capital fluminense. São temas distintos, mas que respondem à mesma pergunta de fundo: como fazer o SUS chegar melhor, e mais rápido, a quem depende dele.